TAÇA DE PORTUGAL»» Amora tramado por golo sofrido de canto directo

Marcelo saiu lesionado aos 38 minutos…

POR AQUILO QUE FIZERAM DURANTE OS 90 MINUTOS AMORENSES MERECIAM OUTRA SORTE

O Amora não tinha tarefa fácil nesta 1.ª eliminatória da Taça de Portugal por várias razões.

Em primeiro lugar porque tinha uma longa viagem, que causa sempre algum desgaste, e depois porque defrontava um adversário de uma divisão superior, em casa deste.

Apesar destes contratempos o Amora entrou disposto a defrontar o adversário de olhos nos olhos porque apenas a vitória interessava mas a sorte esteve do lado a equipa algarvia que se adiantou no marcador 10 minutos depois do apito inicial do árbitro, num lance pouco usual; ou seja, num canto directo.

O Amora reagiu de forma positiva e dispôs de duas boas ocasiões para empatar tendo numa delas o guarda-redes adversário feito uma grande defesa a remate de Chiquinho. De assinalar também a saída de Marcelo, aos 38 minutos, por lesão.

O intervalo chegou com a equipa de Almancil na frente do marcador e como o resultado não agradava o Amora entrou na segunda parte com o objectivo de alcançar o empate que nunca chegou a acontecer por manifesta falta de pontaria dos seus jogadores que desperdiçaram várias situações de golo eminente, sendo as mais flagrantes protagonizadas por Bruninho e Joca, nos últimos cinco minutos do encontro.

De referir, entretanto, que o Almancilense também teve duas grandes oportunidades para dilatar a vantagem tirando partido do facto do Amora a partir de certa altura, na tentativa de chegar ao golo, ter passado a jogar apenas com três jogadores no seu sector mais recuado.

No final os algarvios fizeram a festa porque seguem em frente na competição mas há que deixar uma palavra de incentivo a todos os amorenses que venderam cada a derrota e saíram de Almancil de cabeça erguida.

Pelo Amora jogaram: Gonçalo; Balela (Bandeira, 65’), Alex, Edi, Pedro Henriques; França, Feiteira, Chiquinho; Marcelo (Joca, 38’), Ricardo Santos (Pedrinho, 55’) e Bruninho.

Suplentes não utilizados: Madureira, Fábio Santos, Lacão e Paulo Mendes.



A OPINIÃO DO TREINADOR…

Paulo Correia, treinador do Amora:

“Por aquilo que as duas equipas fizeram nenhuma delas merecia sair da Taça”

“O jogo caracteriza-se por uma partida com uma primeira parte bem disputada em que o Almancilense marca um golo insólito (canto directo), aos 10 minutos. Neste período, o Amora teve duas oportunidades claras de golo, 6 pontapés de canto e 5 livres laterias (cantos curtos). Pelo que as duas equipas fizeram ao intervalo o resultado mais justo seria o empate”.


“Na 2.ª parte o Amora continuou à procura do empate, mas com o cansaço acumulado e o muito calor que se fazia sentir, o jogo ficou partido e as oportunidades começaram a surgir de parte a parte. As más finalizações acabaram por ditar a não alteração do marcador. O Amora, por tanto que atacou, teve inúmeras oportunidades de golo (duas, claras, nos últimos 5 minutos com Bruninho e Joca a desperdiçarem). Por tanto que atacou acabou e porque a partir de certa altura passou a jogar somente com 3 defesas, o Amora também passou por alguns momentos de aflição em que o  Almancilense por duas vezes também poderia ter aumentado a vantagem. Por aquilo que as duas equipas fizeram nenhuma delas merecia sair da Taça”. 

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