ALFARIM»» Ricardo Dias analisa jogo com o Desp. Fabril


 Equipa de arbitragem não teve um dia feliz…

“OS JOGADORES FIZERAM UM EXTRAORDINÁRIO JOGO E DEMONSTRARAM UM ENORME CARÁCTER”


“Excelente primeira parte da nossa equipa, que dominou e controlou o jogo na totalidade. Tivemos momentos muito bons na primeira parte, com uma excelente circulação de bola e muito bom posicionamento em campo. 

Tivemos duas boas oportunidades de golo, 16 e 18 minutos; uma grande penalidade, sem dúvida alguma, sobre o Quinta-Feira, que foi abalroado pelo guarda-redes aos 29 minutos; um fora de jogo mal tirado a Marco Dias (31’), que se encontrava em excelente posição para marcar.

Já depois de termos marcado pelo Morgado, tivemos ainda na primeira parte um golo mal anulado a Quinta-feira, por pretenso fora de jogo. Tivemos ainda outra situação de grande penalidade sobre Tiago Ezequiel aos 25 minutos, mas neste caso dou o benefício da dúvida ao árbitro. Nas restantes, e são três, temos imagens que o demonstram claramente, não havendo lugar a dúvidas. Perante uma primeira parte de grande qualidade, a haver justiça íamos para o intervalo a vencer por duas bolas de diferença no mínimo.


Na segunda parte, o jogo começou mais repartido. Apesar disso, tivemos duas excelentes ocasiões para matar o jogo no início da mesma. Aos 57 minutos, aparece o golo do Fabril numa bola em que nos faltou rigor a defender e houve um jogador nosso que colocou um jogador do Fabril em jogo, em quem a bola viria a bater e entrar na nossa baliza.

Não acusámos o golo e partimos, para cima do Fabril com João Borralho a isolar-se e o guarda-redes do Fabril a ser expulso por evitar que o mesmo fizesse golo, com uma entrada à margem das leis, fora da área. Aos 67 minutos João Borralho isola-se e mais uma vez um fora de jogo mal tirado. Aos 70 minutos livre directo com grande defesa do Zé Carlos.

Continuámos a procura do golo e sem nada o fazer prever, mais uma vez facilitámos a defender com o lateral direito do Fabril a subir à vontade, a cruzar para dentro da área e num remate aparentemente inofensivo aparece o golo.

Não baixámos os braços e tivemos mais duas ocasiões flagrantes, por Ezequiel e Bailão mas a força e o discernimento já não eram os melhores.

Sentimos uma frustração enorme, pois quem trabalha e joga o que nós jogámos tem que vencer. 

Os jogadores fizeram um extraordinário jogo, e demonstraram um enorme carácter num momento não vivido por nós há uma década (tantos jogos sem vencer). 

O árbitro João e o assistente Luís, tem ambos muita experiência e qualidade, mas hoje não tiveram um dia feliz. Apesar disso, continuo a ter o mesmo respeito e amizade por eles pois tenho a certeza que não erraram propositadamente, nós também falhámos muitas ocasiões e não foi de propósito certamente”.

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