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1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» ALMADA 1 AMORA 0

O árbitro Fábio Varanda foi o protagonista

Jogo marcado por lance polémico que daria o empate

No jogo mais importante da 4.ª jornada do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão, o Almada derrotou o Amora por uma bola a zero num jogo envolto de polémica devido à anulação de um golo à equipa visitante que daria o empate em virtude da bola que estava em campo não ser a bola do jogo. O lance aconteceu aos 83 minutos, desenrolou-se pelo lado direito do ataque do Amora com Joca a cruzar para David Rodrigues que colocou a bola no fundo da baliza almadense. O árbitro apontou o centro do terreno sancionando o golo mas os jogadores do Almada rodearam o árbitro assistente a contestar a sua validação e posteriormente depois de uma conversa entre os dois encaminhou-se para o local onde a bola foi chutada e procedeu ao lançamento de bola ao solo, após ter expulsado David Rodrigues por protestos. Na altura ninguém entendeu o que se tinha passado mas no final do jogo a explicação dada foi aquela que descrevemos.

Relativamente ao jogo pode dizer-se que quem começou melhor foi o Amora que dominou por completo a primeira meia-hora, período em que desperdiçou várias situações de golo sendo de salientar uma logo no primeiro minuto de jogo com Carlitos a rematar muito próximo do poste esquerdo da baliza à guarda de Madureira e uma outra aos 11 minutos com Rigôr a atirar de cabeça à barra, depois de um bom cruzamento de efectuado do lado direito por Lacão.



O Almada não conseguia pegar no jogo e como as coisas não estavam a correr da forma desejada, Élio Santos na tentativa de melhorar algo procedeu a duas substituições de uma só vez fazendo entrar Pedro Mesquita e Suelves para os lugares de Chiquinho e Joãoo do Carmo. Logo a seguir o treinador do Amora é expulso por palavras dirigidas ao árbitro e o Almada começa a dar mostrar de querer equilibrar a partida mas de forma pouco acentuada. Tanto assim que seria de novo o Amora a criar perigo por David Rodrigues que da marca de grande penalidade atirou por cima. Apesar do domínio territorial da equipa visitante que foi sempre a mais esclarecida, a que melhor jogou e mais oportunidades de golo criou, o intervalo chegou sem que o marcador tivesse funcionado.

Logo no início da segunda parte num lance de contra-ataque Cirilo isola-se, é derrubado à entrada da área e na cobrança do livre o Almada chega ao golo por Bruno Pais na recarga à bola rematada por Luís Costa ao poste. O Amora respondeu de imediato ao golo sofrido partindo em busca da igualdade mas a falta de pontaria dos seus jogadores era notória. O Almada começa a crescer e na sequência de um pontapé de canto quase chega ao segundo golo mas quase de imediato fica reduzido a 10 unidades por expulsão de Paulo Tavares, com acumulação de amarelos e o Amora começa a acreditar que mais tarde ou mais cedo podia chegar ao golo como de resto veio a acontecer mas de forma ilegal numa decisão polémica do árbitro. E, foi com 10 jogadores de cada lado que o encontro chegou ao fim pouco depois de Suelves ter falhado de forma incrível em plena pequena área o segundo golo do Almada com a baliza completamente deserta.

O árbitro, Fábio Varanda, acabou por ser o protagonista não só pelo tal lance polémico mas também pelo excessivo número de cartões mostrados; 11 amarelos e 2 vermelhos para além de ter expulsado também o treinador do Amora, ainda no decorrer da primeira parte.


ÉLIO SANTOS, treinador do Almada:

“Acho que nunca tive uma vitória tão difícil na minha vida”

Acho que nunca tive uma vitória tão difícil na minha vida, vou recordá-la certamente durante muito tempo. Na primeira parte houve uma equipa muito forte que fez um jogo muito directo com o qual não estávamos à espera, devido à qualidade dos seus jogadores. O Amora teve quatro ou cinco oportunidades eminentes de golo mas não conseguiu marcar por mérito da nossa equipa pela forma como se bateu e pelo espirito de sacrifício que teve. Ao intervalo eu disse aos meus jogadores que se o Amora não tinha marcado na primeira também não o ia fazer na segunda, senti que a estrelinha estava do nosso lado. Na segunda parte, conseguimos ganhar uma série de bolas, criámos duas ou três oportunidades e conseguimos concretizar uma. Na minha opinião a equipa que ganha merece sempre ganhar porque independentemente da maior posse de bola, maior número de oportunidades e mais tempo dentro do meio campo adversário, o grande objectivo do jogo é marcar mais e sofrer menos. Desta forma, penso que a vitória é justa, neste sentido. O futebol é isto mesmo e é por isso que somos tão apaixonados pelo futebol. Nem sempre a equipa que joga mais e melhor é aquela que ganha. Tivemos a estrelinha e fomos felizes pela forma como chegámos à vitória mas ela foi muito pensada”.

Sobre o lance que gerou toda a polémica, o treinador do Almada disse:
Nós alertámos o árbitro assistente e ele comunicou ao árbitro que aquela não era a bola do jogo. O que diz a lei é que quando uma equipa quer as suas bolas a jogar tem que pedir autorização antes do jogo começar. O que aconteceu foi o seguinte: a bola estava fora, eu já a tinha na mão para meter dentro e houve alguém do Amora que atirou uma outra bola que não era a bola do jogo. O que o árbitro assistente me disse é que só podia interromper depois do jogo parar e na verdade ele só parou com a bola dentro da baliza. Foi caricato sem dúvida mas por muito que custe ao Amora acho que o golo foi bem anulado, embora também ache que o árbitro devia ter verificado a bola quando foi alertado para isso; ou seja, na altura em que foi cobrado o pontapé de baliza por parte do guarda-redes do Amora”.


PEDRO AMORA, treinador do Amora:

“Foi uma vitória do senhor Fábio Varanda”

Visivelmente transtornado com o desenrolar dos acontecimentos estava o treinador do Amora que teceu duras criticas para com a equipa de arbitragem e em especial ao árbitro Fábio Varanda:
Foi uma vitória do senhor Fábio Varanda que mais uma vez prejudicou o Amora. Expulsou-me não sei porquê, deu cartões aos meus jogadores sem saber porquê, marcámos um golo e ele diz que a bola não prestava, meteu jogadores nossos na rua, o que se passou é altamente reprovável. Só houve uma equipa em campo, que foi o Amora, e houve outra que foi a do senhor Fábio Varanda e os seus auxiliares que prejudicou o Amora durante o jogo todo. Acho que a AFS devia ter um bocadinho mais de consideração pelo Amora e não nomear mais este senhor para os jogos do Amora porque faz sempre a mesma coisa”. Em minha opinião, “a derrota é extremamente injusta porque só houve uma equipa em campo. O Amora passou o jogo todo a atacar e teve muitas oportunidades para marcar mas não conseguiu porque pecou na finalização. De qualquer forma, uma coisa é certa, nada justificava os critérios deste senhor que devia abandonar o futebol porque não anda cá a fazer nada”.


FICHA DO JOGO

Jogo no Complexo Desportivo do Pragal, em Almada
ÁRBITRO: Fábio Varanda (Núcleo do Barreiro), auxiliado por André Guerreiro e José Gonçalves

ALMADA: Nuno Madureira; Bruno Pais (Eduardo Chaves, 60’), Carlos Soares, Pedro Henriques, Paulo Costa; Chiquinho (Pedro Mesquita, 26’), Nuno Cirilo, Ricardo Dinis; Luís Costa, Paulo Tavares e João do Carmo (Suelves, 26’).
Suplentes não utilizados: Fábio Pereira, Bruno Mareco, Paulo Gomes e Fábio Nunes
TREINADOR: Élio Santos

AMORA: Fábio Paulo; Lacão, Alex, Freire, Balela; Maside (Pedro Pereira, 64’, Hugo Graça, Rigor (Joca, 75’); Formiga, David Rodrigues e Carlitos (Lorete, 88’).
Suplentes não utilizados: Pombo, Tiago, Jandir e Pedro Martins
TREINADOR: Pedro Amora

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: 1-0, Bruno Pais (49’)
Disciplina: cartão amarelo para Hugo Graça (10’), Ricardo Dinis (19’), Paulo Tavares (33 e 79’), Paulo Costa (42’), David Rodrigues (46’), Alex (48’), Pedro Mesquita (52’), Cirilo (59’), Balela (63’), Freire (72’): cartão vermelho a Paulo Tavares (79’, por acumulação) e David Rodrigues (86’, directo). Pedro Amora foi expulso aos 30’.

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