Listas candidatas deverão ser entregues até 5 de Abril ...
CARLOS BARROCA QUE FOI VICE-PRESIDENTE DA NBA NA ÁSIA É CANDIDATO
O professor Jorge Araújo é o mandatário da candidatura e Miguel Minhava e Isabel Ribeiro dos Santos serão os diretores técnicos do basquetebol masculino e feminino.
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As listas candidatas têm que dar entrada até ao dia 5 de Abril e nesta altura estão ainda em fase de preparação mas Carlos Barroca já confirmou a sua candidatura.
Carlos Barroca esteve recentemente no Barreiro onde deu a conhecer as linhas mestras do seu plano de ação e promete fazer o mesmo ao longo do país para que todos fiquem devidamente esclarecidos sobre aquilo que pretende fazer para melhorar a qualidade do basquetebol nacional.
Carlos Barroca começou por revelar a razão porque se candidata. “Sempre pensei nisto. Quando em 1989 fui para os Estados Unidos como treinador adjunto de uma universidade norte americana, à saída do aeroporto disse para mim mesmo que tudo o que iria aprender tinha que devolver ao meu país. Depois de ter estado 10 anos como vice-presidente da NBA na Ásia, mais do que nunca, fiquei com a vontade de ajudar a melhorar a modalidade no nosso país, não partindo de críticas baratas, ou de deitar abaixo o que está feito. O Basquetebol, que celebra 100 anos de existência no nosso país em 2027, é a minha modalidade e a minha vida. No regresso ao meu país sinto a obrigação de devolver aquilo que aprendi”.
“Tenho projetos e objetivos que resultaram nos países por onde andei, por esse mundo fora”
Carlos Barroca abre um pouco o jogo e adianta alguns pormenores sobre aquilo que pretende fazer, se for eleito. ”O presidente atual não vai poder continuar, por cumprir o seu terceiro mandato, e esta é uma boa oportunidade de mudança. No meu caso é como se estivesse a ler um livro e, neste aspeto há uns que são melhores que outros. O livro da minha vida tem a ver com o basquetebol e a experiência em 44 países; ou seja, eu consigo ler coisas que podem melhorar o basquetebol português mas partindo de uma premissa, que não é a Federação que vai mudar isto, quem vai mudar somos todos nós, dirigentes, treinadores, jogadores, árbitros e as comunidades. No meu entender, a comunidade do basquetebol tem que ser mais qualificada, mais profissional e mais exigente, trabalhando juntos. Eu quero trazer para o basquetebol movimentos de estratégia. A construção de modelos não pode começar a ser construída de cima para baixo, mas de baixo para cima, e por todos, para que todos tenham a oportunidade de fazer ouvir a sua palavra, a sua opinião e a capacidade de construir algo. E nós que somos fantásticos a trabalhar individualmente se o fizermos juntos, seremos ainda mais fantásticos. Este é o propósito que tenho, a criação de um movimento de estratégia coletivo em que todos participam e todos são chamados a participar no futuro do nosso basquetebol”.
“A qualificação do produto tem que acontecer só assim o basquetebol tem mais valor financeiro, mediático e social”
Disputar as eleições com outro candidato não o preocupa se tudo for feito de forma legal. “O facto do outro candidato estar na Federação à muitos anos não me incomoda, apesar de haver recursos e influências óbvias. Desde que isso seja feito de forma legal não há problema nenhum. Da minha parte são projetos de valorização e prioridade. Quem faz o basquetebol não é a Federação, nem as Associações, mas sim as escolas e os clubes, porque é aí que reside a força do basquetebol. Sendo assim é preciso fazer chegar mais recursos financeiros e humanos para a base da pirâmide. A qualidade tem a ver com a qualificação das pessoas, temos que insistir na qualificação dos dirigentes, equipar os clubes com melhores gestores e a mesma coisa com os treinadores. Temos também que ter os nossos melhores talentos a jogar em Portugal com os melhores do País, porque se não jogarem os melhores com os melhores não se consegue evoluir. É o que se passa na NBA onde todos os jogadores parecem perfeitos, mas não são. Todos os dias treinam com os melhores e jogam com os melhores e assim vão evoluindo. É isso que eu quero que aconteça no basquetebol nacional”.
Até ao dia das eleições, Carlos Barroca promete continuar a espalhar sonhos. “Vou contactar pessoas, clubes e associações, falar com dirigentes e clubes filiados, junto da comunidade, partilhar as nossas ideias e ouvir as pessoas porque quem não ouve não evolui, nem aprende. Se ganhar as eleições serei um presidente que fica à disposições das pessoas, quero que elas participem nas decisões que são necessárias tomar. Nestes dois meses irei reatar amizades e viajar pelo país falar sobre basquetebol, ouvir as dificuldades de quem vive em zonas onde as assimetrias são acentuadas. É preciso arranjar estratégias para fazer crescer a modalidade nos sítios mais remotos.
“Os investimentos financeiros têm que se virar mais para a base e não para o topo da pirâmide”
No distrito de Setúbal, que é o segundo mais populoso do país, também faz sentido haver um plano estratégico de desenvolvimento do basquetebol para trazer mais gente para a modalidade. Tem que haver projetos de desenvolvimento no mini-basquete e relações com as escolas para que a modalidade volte a ter o fulgor que já teve.

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