TRIATLO»» Miguel Carneiro brilhou no País de Gales

Fez 10km de natação, 420km de ciclismo e 84km de corrida em três dias

Atleta residente em Almada participou numa das provas mais exigentes do mundo

Miguel Carneiro, atleta amador português residente em Almada, representante do Clube de Praças da Armada, conseguiu uma excelente participação numa das provas de triatlo mais exigentes do mundo realizada no País de Gales, o Ultraman composto por 10km de natação, 420km de ciclismo e 84km de corrida, feitos em três dias.


O evento, que mais que uma prova desportiva é uma verdadeira superação humana num teste claro aos seus limites, começou no Lago Bala e terminou em Betws-y-Coed.


Miguel Carneiro foi o terceiro atleta mais rápido a concluir os 10km de natação em 2h53m e demorou mais 5h44m para fazer os 145km de ciclismo que compunha o primeiro dia de competição. Ao fim do dia era sétimo da geral.


No segundo dia, tinha pela frente 276km de ciclismo onde demorou 10h12m para concluir, acabando na 10.ª posição. E, no terceiro dia gastou 10 horas para percorrer os 84km de corrida, fazendo um tempo total da prova de 28h49m que lhe garantiu o 11.º lugar final.


Os 10km de natação eram o meu grande receio devido à temperatura da água mas levei dois fatos vestidos e o frio nem chegou à porta, logo os 10km foram feitos sem qualquer dificuldade e tudo correu muito bem. No ciclismo o percurso era de sobe e desce, mesmo para quebrar as pernas, com vento, chuva, nevoeiro, sol, frio e calor a mudar inesperadamente ao longo do percurso, mas no geral foi tranquilo e decorreu sem grandes loucuras. Por fim, aproveitando as pernas que não tinha perdido naquelas montanhas lindas e cheias de carneirinhos, foram 84km de corrida”, contou o atleta que confessou também que o objectivo de terminar uma competição desta grandeza era um desafio à sua auto-superação e auto-conhecimento. “Quando me propus realizar a prova já estava confiante que a iria conseguir fazer. Em momento algum tive a mínima dúvida. Sempre acreditei nas minhas capacidades porque interiorizei que as pernas tinham que andar sempre dois passos à frente da nossa mente”.
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