Na próxima temporada vai continuar no comando técnico ...
“O CAMINHO TEM DE SER ESTE, DAR OPORTUNIDADE AOS MIÚDOS QUE PASSAM A SENIORES”
É esta a base do projeto para evitar que muitos deles deixem a modalidade que andaram a praticar durante vários anos por sentirem que as portas estão fechadas.
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Em 2024/2025, no seu regresso às competições oficiais, equipa participou na Taça AF Setúbal onde realizou quatro jogos e no Campeonato Distrital da 2.ª Divisão onde obteve duas vitórias e quatro empates, nos 28 jogos disputados, terminando a competição em 14.º lugar.
Na época que agora terminou participou apenas no campeonato e os resultados foram bem mais positivos. Na primeira fase do campeonato terminou a Série “B” em 6.º lugar com seis vitórias e três empates e na Taça Complementar em 3.º lugar, sinal de que houve evolução de uma época para a outra.
Na conversa que manteve connosco, Nelson Bento, que gosta de trabalhar com jovens, confessou que em determinada altura chegou a pensar no apuramento mas a inexperiência da equipa em determinados momentos não permitiram que isso fosse possível.
O CRI terminou a primeira fase do campeonato em 6.º lugar. A posição está de acordo com o valor da equipa?
Muito sinceramente, depois de terminar o campeonato, sinto que podíamos ter alcançado uma posição um pouco mais acima pela qualidade do grupo que temos, sendo que os nossos adversários também mostraram ter armas para lutar pelas posições mais altas da tabela o que denota o equilíbrio deste campeonato. A dada altura chegamos a acreditar que podia ser possível lutar pelos lugares de apuramento, mas algumas contrariedades e inexperiência em momentos chave não deixaram que tal fosse alcançável.
O plantel apresentava uma média de idades ligeiramente superior a 22 anos. Isso quer dizer que a aposta do clube tem por base a formação?
Eu sempre gostei de trabalhar com jovens, e é verdade que devíamos ser, em média, a equipa mais jovem da série e até mesmo do campeonato, com muitos atletas de primeiro e segundo anos de seniores, e utilizando também quatro jogadores ainda juniores, durante a temporada. O caminho tem de ser este, dar oportunidade aos miúdos que passam a sénior, de jogar e praticar a modalidade que andaram a praticar durante tantos anos e que nesta fase veêm as portas serem fechadas, fazendo com que muitos deles abandonem a modalidade, à qual tanto tempo dedicaram.
Rodrigo Duarte foi um dos jogadores mais utilizados e também o melhor marcador da equipa. Foi uma peça importante na manobra da equipa?
O Rodrigo é um miúdo que eu conheço desde os 5 anos quando fui seu treinador nos Petizes e que todos já vimos aquilo que pode fazer dentro de um campo de futebol. Sem dúvida que é, dentro do nosso plantel, uma das referências, não só pelos golos que faz mas também pelo compromisso que demonstra a cada semana sendo dos atletas com mais treinos realizados na época, sendo também por isso o capitão de equipa.
Na Série do CRI, participaram também o Banheirense e o Sporting Vinhense, três equipas do concelho da Moita. Isso tornou a competição mais aliciante?
Sim, sem dúvida que aumenta um pouco o estímulo por serem dérbis, não só pelos atletas, que na grande maioria são colegas, mas, principalmente, pelas pessoas da terra que vivem esta parte clubística duma forma muito marcada por décadas de rivalidades saudáveis mas reais.
Na fase complementar nos cinco jogos obteve duas vitórias e sofreu 3 derrotas. Certamente não correu da forma desejada?
Tínhamos a ambição de lutar pela Taça e essa foi falada e assumida por mim dentro do grupo de trabalho. Podemo-nos queixar de muitas coisas, como várias lesões de elementos importantes na manobra e equilíbrio da equipa, mas fomos pouco competentes nos jogos em casa e ficámos fora dessa decisão.
Na próxima temporada vai continuar a exercer funções de treinador do CRI?
Temos as coisas em andamento para a próxima época. Sim, irei continuar a ser o treinador deste clube centenário, o Clube Recreio e Instrução.

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