HUGO OLIVEIRA»» Treinador do Zambujalense - JORNAL DE DESPORTO

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

HUGO OLIVEIRA»» Treinador do Zambujalense

 

A equipa superou as expectativas …

 


“A QUALIFICAÇÃO FOI O RESULTADO DE UMA EVOLUÇÃO SUSTENTADA, ESTAMOS ORGULHOSOS”

 

 

A ACRUT Zambujalense garantiu a presença na fase decisiva do campeonato, integrando o grupo das seis equipas que vão disputar a subida à 1ª Divisão Distrital.

 


 


Hugo Oliveira, de 43 anos, é o treinador da equipa que acaba de conquistar um marco importante para o clube, reflexo do trabalho desenvolvido ao longo da época, da união do grupo e da ambição.


 

O Zambujalense acaba de assegurar a presença na fase final. Foi este o objetivo traçado no início da época?

No início da época a presença na fase final não foi definida como objetivo principal. O que traçámos desde o primeiro dia foi a ambição de sermos melhores do que na época anterior - mais competitivos, mais consistentes e com uma identidade de jogo mais forte. Sabíamos que, se conseguíssemos evoluir enquanto equipa, melhorar os nossos processos e manter o compromisso ao longo da época, estaríamos mais próximos de alcançar algo importante. A qualificação para a fase final é consequência do trabalho diário dos jogadores, da dedicação da equipa técnica e do apoio de toda a estrutura do clube. Mais do que um objetivo isolado, foi o resultado de uma evolução sustentada. Estamos orgulhosos do percurso, mas com a mesma humildade e ambição de continuar a crescer.


 

A equipa correspondeu ou superou às expetativas?

Sinceramente, a equipa superou claramente as expetativas. Os jogadores foram fantásticos ao longo da época, não só pela qualidade demonstrada, mas sobretudo pela atitude, compromisso e espírito de grupo. Um dos pontos fortes da nossa equipa é precisamente isso: o coletivo. Basta olhar para a distribuição dos golos - temos vários jogadores a marcar, o que demonstra que não dependemos de uma única individualidade, não existe um jogador determinante no sentido individual, a nossa força está no grupo. Desde o primeiro dia, eu e o meu adjunto, fizemos sempre questão de reforçar essa ideia: o grupo estará sempre acima das individualidades. Quando todos trabalham para o mesmo objetivo e quando todos se sentem importantes dentro da dinâmica da equipa, os resultados acabam por surgir, naturalmente. Foi essa união e esse espírito coletivo que nos trouxe até aqui.



Houve um despique interessante entra algumas equipas com a dúvida a persistir mesmo até ao fim. A equipa mostrou-se sempre confiante?

O campeonato foi muito competitivo, com várias equipas na luta, a nossa foi ganhando confiança ao longo da época, mas acima de tudo fomos muito consistentes. Faltando um jogo para terminar a primeira fase, à 17.ª jornada, registamos 11 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Estes números demonstram o equilíbrio e a regularidade que conseguimos manter. Mesmo nos momentos menos positivos, a equipa manteve-se focada no trabalho e no processo. Essa estabilidade emocional e competitiva foi determinante para conseguirmos alcançar esta posição numa fase tão exigente do campeonato.



Qual vai ser o objetivo na fase final. A subida de divisão está nos vossos horizontes?

O nosso objetivo passa por alcançar a melhor classificação possível. Temos consciência de que não dispomos das mesmas armas que alguns clubes, seja em termos de recursos ou profundidade de plantel, mas há algo que posso garantir: este grupo é extremamente resiliente, competitivo e tem uma enorme vontade de vencer. Vamos encarar esta fase jogo a jogo, com ambição, mas também com realismo. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar, mas também sabemos da nossa capacidade de trabalho, união e superação, se mantivermos a identidade que nos trouxe até aqui, vamos certamente competir de igual para igual com qualquer adversário.



Considera há equipas favoritas ou é da opinião que estão todas no mesmo patamar?

Ao longo de uma fase regular tão exigente, quem acaba em primeiro demonstra qualidade, consistência e competência, tem todo o mérito e pode ser vista como favorita. No entanto, numa fase final tudo pode acontecer, as diferenças tendem em ser mais equilibradas, os jogos são mais competitivos e muitas vezes decidem-se nos detalhes. Acredito que, apesar de existirem equipas com esse estatuto pelo percurso que fizeram, dentro de campo todas partem com a mesma ambição e a mesma possibilidade de lutar pelos seus objetivos. Respeitamos muito todos os adversários, mas confiamos plenamente na nossa capacidade.



Há algo mais que queira acrescentar?

Sim. Em primeiro lugar agradecer ao nosso presidente e a toda a direção pela confiança que depositaram em mim. Deram-me a oportunidade de assumir o comando técnico mesmo sem experiência como treinador e, ainda assim, concederam-me total liberdade para desenvolver as minhas ideias, essa confiança foi fundamental para o nosso crescimento. Quero também deixar uma palavra muito especial ao meu adjunto, a nossa equipa técnica é composta apenas por nós os dois, não é nada fácil gerir um plantel de 26 jogadores com uma estrutura tão reduzida. O trabalho, a dedicação e o compromisso foram essenciais ao longo de toda a época, por isso o meu sincero obrigado por estar sempre ao meu lado. Por fim, os mais importantes: os jogadores, tanto os que fazem atualmente parte do plantel como os que já não estão connosco - todos foram importantes neste percurso, todos aceitaram as nossas ideias, trabalharam com humildade e contribuíram para a identidade que construímos enquanto equipa.

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