GD SPORT CLUB MOITENSE»» Grande entrevista ao diretor desportivo - JORNAL DE DESPORTO

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

GD SPORT CLUB MOITENSE»» Grande entrevista ao diretor desportivo

 

Edgar Bernardo ...

 

QUEREMOS CRESCER DE FORMA SUSTENTADA, PASSO A PASSO

 

 


O futebol de 11 e o voleibol feminino fazem parte do projeto que inclui também uma atenção especial para a formação de atletas. A ambição é enorme, mesmo sem ter instalações próprias.

 


 



O movimento associativo do concelho da Moita ficou mais rico o ano passado porque viu nascer mais um clube desportivo, o Grupo Desportivo Sport Club Moitense, que foi fundado no  dia 14 de julho de 2025. Filiado na Associação de Futebol de Setúbal, o clube foca-se principalmente no Futsal - onde tem feito uma época brilhante, e muito em breve no Futebol. 

 

Apesar de ainda não ter completado um ano de existência o GDSC Moitense já se sagrou vice-campeão distrital de futsal e prepara-se agora para disputar a final da taça associativa com a AD Quinta do Conde que vai ter lugar no próximo domingo, dia 17 de maio, no Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada”, às 18h 30m.

 

Para ficarmos com uma ideia concreta dos objetivos do clube e das suas ambições, em termos futuros, falámos com o diretor desportivo, Edgar Bernardo.

 

 

Com que objetivo foi criado o GD Sport Club Moitense?

 

Como sabe, as minhas funções no clube têm principalmente que ver com a gestão desportiva da equipa sénior, aliás coisa que já fiz anteriormente em outro clube da minha terra e onde penso não só ter deixado bons resultados com gente de valor técnico acima da média que deram continuidade ao bom trabalho que estavam até então a realizar, conforme na altura própria lhes pedi que o fizessem, sem ressentimentos, assumo no entanto fazer parte do grupo de fundadores deste novo clube, sabe eu gosto de desafios, de novos projetos e de respeitar a palavra dada, tem sobretudo que ver com isso , tinha dado a minha palavra a algumas pessoas que desempenhavam funções diretivas em outros clubes de que o futsal e outras modalidades seriam uma realidade no concelho, juntando isso a outros fatores que têm menos importância mas que contribuíram para este desfecho e cá estamos, estabelecemos por isso um protocolo sem grandezas ou exigências de maior com uma outra associação do concelho (zona sul) que assim se manteve, é certo que há outro tipo de protocolos que se podem fazer mas nós preferimos este, mantemos a nossa identidade, o nosso emblema (o Boa Viagem),as nossas cores ,não vejo mal nenhum nisso, pelo contrário, as pessoas têm que perceber que esta Moita deve respeitar as suas origens e as suas tradições mas é a Moita do séc XXI, com milhares de pessoas que a escolheram para viver e com isso praticar as suas atividades desportivas em condições aceitáveis e com oferta variada que possam representar o clube e em consequência disso, o município, na Moita as pessoas hoje são mais aquelas que querem viver com urbanidade do que o seu contrário, com rivalidade se for o caso é certo mas com respeito, o GDSC Moitense foi criado para essas pessoas.

 

 

"Estruturas desportivas abandonadas podem ser dinamizadas"

 

 

 

Como a autarquia viu o nascimento de mais um clube no município?

 

Ainda não sei, esse assunto diz sobretudo respeito ás pessoas da direção do clube que com a autarquia mantem contacto, a mim preocupa-me a gestão desportiva e claro saber se podemos dar continuidade ao projeto, vejamos a questão não se põe dessa forma, como vê a autarquia o nascimento de mais um clube, penso que a autarquia vê com bons olhos todos os projetos que acrescentem qualidade de vida aos munícipes e deem visibilidade pela positiva ao concelho é o que me parece ,já agora só para lhe dar um exemplo o município de Évora tem uma população inferior ao da Moita, ainda assim, os dois principais clubes um compete na liga3 e outro no campeonato de Portugal, além destes o município assinou em 2024 mais 53 contratos programa com clubes e associações que abrangem todas as modalidades desde natação ao triatlo, agora vejamos o município de Évora tem menos cerca de 13000 habitantes que a Moita ,portanto, o que autarquia seguramente não deve querer, é só a minha opinião, são subsidio dependentes a bater-lhe á porta ,sem que apresentem uma única ideia diferente, a preocupação não deve ser se nasce mais um clube ou não ,deve ser sim ,se existe projeto, se apresenta trabalho e relatório de atividades sério, se justifica ser ajudado da mesma forma que ajuda outros e penso que o justificamos logo no primeiro ano de atividade ou se por ventura deve haver algum tipo de descriminação e porquê. Preocupante deve ser termos estruturas desportivas abandonadas no concelho que podiam ser dinamizadas com sucesso ,isso sim tenho a certeza que é visto com preocupação pela a autarquia que embora não tenha tido responsabilidade nesse abandono, quer com certeza fazer parte da solução, desde que existam pessoas com vontade, o GDSC Moitense tem vontade e projeto desportivo.

 

 


O futsal foi a primeira modalidade a ser praticada. Mas, pelo que sabemos, em perspectiva também está a prática do futebol de 11. O que se pode saber mais sobre isso?

 

É verdade, o futebol de 11 e outras modalidades fazem parte do projeto mas para darmos esse passo precisamos de algumas garantias, temos atletas do concelho na sua maioria que aceitam vir caminhar ao nosso lado nomeadamente na construção de uma equipa de futebol 11 e dessa forma contribuir para o crescimento do clube, tudo terá que ser feito no seu tempo com resiliência e a ajuda certa, passo a passo, a prática do futebol e de outras modalidades mas falando do futebol exige dar a maior importância á formação de atletas jovens que possam desenvolver as suas competências e a sua prática desportiva de forma saudável mas de preferência com sucesso desportivo para eles e para o clube, como já disse uma vez ,hoje a utilização das redes sociais e as apostas nas equipas adultas(sénior) com alguns resultados positivos disfarçam os maiores insucessos nos escalões de formação, não se pode mentir ou esconder a realidade sempre ,eu próprio desde que me dediquei um pouco a este tipo de colaboração desportiva sempre dediquei a maior parte do tempo a um trabalho direcionado ao sucesso destas equipas seniores senão vejamos, em 3 épocas estive presente em 2 meias finais da taça AFS ,um 4º lugar no campeonato da 1ªdivisão distrital de futebol e agora estas 2 finais no futsal onde já somos vice campeões, mas a verdade é que a aposta se queremos ter sucesso tem que passar em grande parte pela formação, outras modalidades com os melhoramentos que vão sendo feitos nos pavilhões terão inicio mais cedo do que tarde pensamos nós, num futuro próximo é possível haver novidades, faz pouco tempo e em boa hora a autarquia fez um investimento substancial num relvado sintético para o campo municipal do vale da amoreira, onde inclusive já joga nossa equipe de veteranos e que tão bem nos representa com os cerca de 30 elementos que dela fazem parte e também eles em sua maioria do município da Moita , o uso desses espaços é uma forma de descentralização e de levarmos nosso clube para outras freguesias do nosso município enquanto não existir nosso próprio espaço.

 

 

 

"Em sete meses a competir fomos a duas finais"  

 

 

Se a intenção avançar onde sua “casa” funcionará, já que não possuem instalações próprias?

 

Como lhe disse anteriormente não será essa a minha função mas sei que a direção do clube está a tratar desse e outros assuntos, enquanto isso vamos tentar usufruir ao máximo das condições que nos têm sido oferecidas pelo município e fazer naturalmente o nosso caminho como outros fizeram, com direitos e deveres ,ninguém construiu nada sozinho, estou optimista, embora por vezes não consiga compreender alguns comportamentos não posso deixar de estar positivo, vejamos, entrei num projeto desportivo que ao fim de 10 meses de vida enquanto clube e de 7 meses a competir com uma equipa sénior ,está presente em duas finais a de apuramento de campeão a qual aproveito desde já para endossar os parabéns ao vencedor ADQC, representante da freguesia da Quinta do Conde e que tem hoje grandes condições para desenvolvimento da prática desportiva com centenas de atletas de formação inscritos o que lhes dá outros argumentos, portanto competição na qual nos sagramos vice-campeões distritais, e estaremos também presentes na final da taça distrital no dia 17 de maio em Almada, concelho que vai receber e dar a devida importância a esta competição organizada pela AFS.

 

 


Construir um clube do zero não é tarefa fácil. Como têm sido os primeiros meses de vida e até onde o clube pode ir nos tempos mais próximos?

 



Sem dúvida, a juntar a toda essa dificuldade estar presente na final das duas competições mais importantes no distrito para a modalidade não foi fácil mas é como lhe digo com projeto e vontade de trabalhar não precisamos de 20 anos, na sequência da pergunta que me fez anteriormente, precisamos é de um espaço para o qual possamos apresentar devidamente as nossas candidaturas ao IPDJ e cativar também a vontade de integrar o projeto por parte de outras entidades.
O clube nos tempos mais próximos pode ir até onde o deixarem, como lhe digo, faço apenas a gestão desportiva do projeto mas pelo que vejo e sei ,nenhum clube que tenha hoje uma vertente social consegue subsistir as despesas nomeadamente as que são impostas pelas associações que praticamente cobram tudo, isto não é uma critica ás associações, pois seguramente terão razões para o fazer, despesas com seleções e organização de competições, respeito tudo isso mas é muito complicado, senão vejamos, inscrições de jogadores, seguros dos atletas, treinadores e diretores, organização dos jogos da semana, policiamento dos jogos, multas por variadíssimos motivos inclusivamente por comportamento indevido de adeptos que por vezes nem conhecemos, até os cartões de atleta são pagos ,isso significa mesmo num pequeno clube milhares de euros, a organização de um jogo de futsal distrital onde não se pode tão pouco cobrar bilhetes custa entre policiamento e pagamentos á AFS por vezes mais de 300€ por fim de semana e com uma equipa a competir, no nosso caso já temos duas, a nossa equipa juvenil que tem obtido também excelentes resultados mas que é composta por jovens que nem todos podem pagar mensalidade vindos de várias freguesias do nosso concelho mas que tudo faremos para que continuem a praticar futsal, todo os apoios que o clube consegue é para fazer face a essas despesas.

 

 

Há algo mais que queira salientar?

 

Gostaria de agradecer publicamente aos nossos patrocinadores, AUTOGÊMEOS E IMOBILIÁRIA ATLANTIS, que com boa vontade e de peito aberto nos deram uma ajuda nesse primeiro ano, mais dois bons exemplos empresariais com origens em nosso município. Depois e em contexto diferente dizer que o GDSC Moitense é um clube aberto a todos, não queremos o clube da nossa rua, do nosso bairro ou da nossa praceta, queremos um clube para todos, não vamos estar distraídos ,a capacidade de fazer não se decreta, é com trabalho que tudo se consegue, quem está neste projeto está apenas concentrado em fazer o melhor, faremos tudo o que for possível para manter este projeto com pensamento positivo e acreditando nas boas intenções de todos. Termino com um pedido da direção do clube que agradece a todos os nossos sócios que já são perto de 100 nesta época.

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