No regresso às competições oficiais ...
“A EQUIPA TEVE UMA EVOLUÇÃO TREMENDA DESDE O INÍCIO AO FIM DA TEMPORADA”
Entre os 25 jogadores inscritos apenas 5 tinham jogado futebol na época anterior. Nuno Campos considera que isso tornou o desafio mais aliciante, mas também mais complicado.
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A equipa disputou o Campeonato Distrital e posteriormente participou também na taça complementar da 2.ª divisão. No campeonato terminou a Série “A” em 7.º lugar com 14 pontos produto de quatro vitórias, dois empates e 11 derrotas nos meus 17 jogos disputados onde marcou 17 e sofreu 45 golos.
Na taça complementar fez parte também da Série “A” onde participaram seis equipas, e classificou-se em quarto lugar com duas vitórias e três derrotas.
Nuno Campos, de 49 anos, que foi árbitro de futebol e chegou à terceira categoria nacional, foi o treinador escolhido para orientar a equipa neste seu o regresso à competição. Como treinador, Nuno Campos começou como adjunto no U. Santiago e representou também o Grandolense e o Vasco da Gama de Sines.
Neste final de época fomos ao seu encontro e procurámos saber como decorreu o seu trabalho e o como classifica o desempenho da equipa.
A honra de liderar o projecto
Depois de alguns anos sem equipa de futebol sénior, o Juventude do Carvalhal voltou à competição. Como se sente por ter sido escolhido para liderar o projecto?
Foi uma honra ter sido a pessoa escolhida para liderar este novo projeto, quando o clube esteve tantos anos sem competição no que diz respeito ao futebol sénior. Sinceramente, tinha pensado fazer uma pausa por motivos profissionais e pessoais, mas o facto de ser o ano zero do clube e a própria envolvência das pessoas e Direção entusiasmaram-me bastante.
E, em relação à competição, que balanço faz?
Relativamente à competição não me foi pedido nada de especial, o presidente tinha o gosto de ver o clube novamente em ação e as dificuldades eram esperadas. No início, em 25 jogadores inscritos apenas tínhamos 5 que tinham jogado futebol na época anterior, o que tornou o desafio mais aliciante, mas também mais complicado. A equipa teve uma evolução tremenda desde o início ao fim e esse mérito deve-se principalmente aos jogadores que nunca viraram a cara à luta e trabalharam sempre arduamente, cumprindo o que lhes foi sendo pedido.
Armas diferentes dos adversários
A equipa terminou a primeira fase da competição em 7.º lugar. Acha que foi a posição merecida ou ficou aquem das expetativas?
A classificação foi a que foi. Como treinador exigente que sou, é claro que queremos sempre mais, mas temos que ter a noção que as nossas armas eram diferenciadas das dos nossos adversários e fomos cometendo alguns erros que nos custaram alguns pontos. A obtenção das vitórias que alcançámos tanto no campeonato, como na Taça foram muito festejadas pois nós sabíamos ao princípio que iríamos passar por muitos dificuldades, e honestamente acho que por tudo o que fizemos, foi uma grande época..
Na sua equipa havia um guarda-redes (José Batista) goleador. Foi uma peça importante no grupo de trabalho?
Neste ano zero, só conseguimos ter na equipa dois guarda-redes e um deles nunca tinha jogado federado mas que jogando menos também foi muito importante no espírito de equipa e na ajuda nos treinos. Relativamente ao José Batista, foi o guarda-redes mais utilizado sendo um dos escolhidos para bater penaltis e foi feliz nesses momentos. Teve a importância no plantel como todos os outros, desde o capitão até ao jogador menos utilizado.
Acordo à vista para a próxima época
E, em relação à próxima temporada vai continuar como treinador do Carvalhal?
Relativamente à próxima época, a Direção quer que continue o trabalho realizado e eu também pondero essa hipótese mas ainda vamos reunir e discutir alguns temas, pois entendo que existem situações a melhorar assim como algumas coisas que correram menos bem e que devem ser alteradas. Temos a ideia conjunta de elevar o nível e isso deve ser pesado e avaliado se é possível ou não.
Há algo mais que queira acrescentar?
A envolvência e o acompanhamento por parte das pessoas do Carvalhal e da nossa claque, algo espectacular e diferenciado positivamente.

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