JUNIORES»»» Benfica 2 V. Setúbal 2 - JORNAL DE DESPORTO

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23 de fevereiro de 2013

JUNIORES»»» Benfica 2 V. Setúbal 2

Arbitragem de baixo nível estraga espectáculo

 Com menos um jogador desde os 34 minutos e com uma desvantagem de 0-2 ao intervalo, os encarnados - que ficaram também sem o seu treinador quando se dirigiam para os balneários - foram obrigados no segundo tempo a um esforço complementar que acabou por ser premiado com o empate.

 O Benfica que tão boa conta de si tinha dado na jornada anterior com a vitória alcançada no terreno do Nacional (5-1), não foi além de um empate na partida que disputou este sábado no Caixa Futebol Campus, com o Vitória de Setúbal.

Tendo em conta as peripécias da partida, a repartição de pontos acaba por ser um mal menor para os encarnados que só conseguiram anular a desvantagem nos últimos dez minutos da partida. Mas, em abono da verdade, deve dizer-se que o protagonista do encontro foi o árbitro da partida que prestou um mau serviço ao futebol.

A expulsão de algo exagerada de Rudinilson, aos 34 minutos, num lance normalíssimo de futebol em que o jogador do Benfica terá entrado de pé em riste sobre o adversário fez aquecer o ambiente que ficou ainda mais tenso quando pouco tempo depois mostrou o cartão amarelo a Diogo Rocha, por considerar que este havia simulado uma falta na grande área contrária quando na disputa de bola esta sai pela linha final, depois dos dois jogadores que disputavam a bola terem caído. A este lance seguiu-se o primeiro golo do V. Setúbal marcado por Jacinto Monteiro, após assistência de Ricardo Horta que saiu rápido para o contra-ataque. As coisas não estavam a correr nada bem para os benfiquistas que passado algum tempo voltaram a ser penalizados com o segundo golo dos sadinos, marcado já no período de compensação por Hassan.

 Com os nervos à flor da pele os jogadores foram para as cabinas e quando regressaram para a segunda parte verificámos que não estavam lá Pedro Tralhão e José Henrique. Por esta razão, os encarnados na segunda parte foram orientados pelo treinador adjunto, Pedro Valido. Os sadinos que na primeira parte aproveitaram da melhor maneira o desnorte dos benfiquistas surgiram na segunda parte com outra postura na tentativa de gerirem o resultado mas acabaram por sair-se mal porque o Benfica, apesar de estar a jogar com menos um jogador, surgiu também transfigurado para melhor. Os ataques constantes dos benfiquistas iam causando alguma instabilidade na zona defensiva setubalense e o empate acabou por acontecer com inteira justiça com golos de Sancidino Silva (que antes já havia desperdiçado duas boas ocasiões e atirado uma bola à barra) e Clésio Bauque.

 Resumindo e concluindo, em campo estiveram duas excelentes equipas que se mostraram sempre empenhadas em proporcionar um bom espectáculo. Pena foi que o mesmo fosse estragado por uma arbitragem de muito baixo nível.

 FICHA DO JOGO 

Campo N.º 1 da Caixa Futebol Campus, no Seixal
ÁRBITRO: Ricardo Baixinho (Lisboa), auxiliado por Jorge Lopes e Leonel Sousa

BENFICA: José Costa; Eliseu Cassamá, João Nunes, Rudinilson Silva, Pedro Rebocho; Alexandre Alfaiate, Sancidino Silva, João Teixeira (Valdomiro Lameira, 45’), João Gomes (Elton Carvalho, 61’), Bernardo Silva Diogo Rocha (Clésio Bauque, 45’)
TREINADOR: João Tralhão

V. SETÚBAL: Patrick; Óscar Mendes, Dinei, Ruben Vezo, Rafael Almeida; André Ceitil, Alexandre Serafim (Bruno Silva, 90+2’), Marlon Costa(João Faria, 72’); Hassan, Ricardo Horta, Jacinto Monteiro (Célkio, 58’)
TREINADOR: Alfredo Lopes

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: 0-1, Jacinto Monteiro (42’); 0-2, Hassan (45+3’); 1-2, Sancidino Silva (81’); 2-2, Clésio Bauque (87’).
Disciplina: cartão amarelo para Bernardo Silva (15’); Dinei (28’); Diogo Rocha (40’); João Teixeira (45+3’); André Ceitil (52’); Ruben Vezo (89’). Cartão vermelho, directo, para Rudinilson (34’).

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