ALFARIM»» Ricardo Jesus indignado com o que se passou no jogo com o Fabril


Dois jogadores agredidos tiveram que ser hospitalizados…

“NÃO PERDEMOS COM O FABRIL MAS SIM COM O SENHOR TIAGO BOLEGAS”


O jogo entre o Alfarim e o Desportivo Fabril continua a dar que falar por causa da arbitragem, que não deixou ninguém satisfeito. Por parte do Alfarim, o treinador Ricardo Jesus, em declarações ao nosso jornal não escondia a sua insatisfação.

“No domingo não perdemos com o Fabril mas sim com o senhor Tiago Bolegas porque foi ele que ajudou, desde o primeiro ao último minuto, o nosso adversário a alcançar a vitória.  Com o plantel que construiu e com aquilo que paga o Fabril podia chegar a muitos campos e simplesmente passear mas a verdade é que aqui em Alfarim isso não aconteceu. Se não fosse o árbitro não tinha conseguido levar os três pontos”

“Nós entrámos mal no jogo e o Fabril teve duas oportunidades em duas bolas que atirou ao ferro mas a partir daí não criou mais lances de perigo mas viu o seu guarda-redes fazer uma defesa fantástica numa bola que ia ao ângulo e também um remate no Bala que deu a sensação de golo mas saiu junto ao poste”.

“Aquilo que marcou o jogo foram as constantes agressões do avançado do Fabril que, aos dois minutos, com uma cotovelada, furou a cara do meu ponta de lança [Márcio], obrigando-o a sair. De seguida voltou a agredir o meu central [Luisão] com uma cotovelada na vista que o fez perder a visão. Ambos tiveram que ser hospitalizados”.


“Quando nós que andamos no futebol valorizamos este tipo de postura é sinal de que muita coisa está mal. A continuar assim qualquer dia pode dar-se uma desgraça porque na bancada normalmente está a família. Estes actos de selvajaria têm que ser punidos, os árbitros têm que ter coragem, não pode haver um critério para equipas pequenas e  trabalhadoras como o Alfarim e outro para aqueles que são os colossos do futebol distrital”.

“A falta de qualidade dos árbitros não pega”
“Se o ponta-de-lança do Fabril fosse expulso aos dois minutos, como mandam as leis, o jogo seria completamente diferente e a pressão exercida sobre o árbitro, do primeiro ao último minuto, não tinham surtido efeito. Neste caso os pontos foram para o Fabril mas nós estamos conscientes do trabalho que temos vindo a desenvolver. Espero que no futuro este tipo de arbitragem não se repita não só nos jogos do Alfarim mas em todos os jogos do campeonato. A falta de qualidade dos árbitros não pega, quando ela existe os erros acontecem para os dois lados e não apenas para um, como aconteceu”.

“Na última vez que falei com os jogadores  [domingo à noite] encontravam-se ainda em observação, pelo que me foi dito o Márcio continuava a sangrar da boca porque não conseguiam estancar o sangue e o Luisão continuava sem ver, o relatório médico diz que vai ter que esperar dois ou três dias para recuperar a visão devido ao traumatismo causado pela cotovelada”.


“Vamos ser competitivos em todos os jogos”

Sobre os objectivos da sua equipa, Ricardo Jesus disse estar plenamente consciente que “este campeonato vai ser muito difícil porque há equipas que se batem bem, que trabalham bem e têm treinadores competentes. É evidente que onde há dinheiro é sempre mais fácil porque se pode recrutar os melhores jogadores. No Alfarim não há dinheiro mas posso dizer que temos um plantel fantástico composto por homens com H grande e meninos com uma vontade e um carácter gigante porque mostram sempre vontade em aprender”.


“O plantel foi muito mexido e eu ainda estou a conhecê-lo mas tenho a certeza que vamos dar muitas dores de cabeça aos nossos adversários porque vamos ser competitivos em todos os jogos e nunca vamos virar a cara à luta. Vamos ser uma equipa honesta, humilde e acima de tudo com carácter. Procuramos apresentar sempre qualidade, competitividade, agressividade positiva e uma boa organização ofensiva e defensiva para promover o futebol que se pratica  no nosso distrito. Nunca iremos denegrir a sua imagem com atitudes menos próprias porque não somos dessa fibra mas sim de uma fibra positiva com são as gentes de Alfarim, humildes e trabalhadoras”.

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