COMÉRCIO E INDÚSTRIA»» Meyong é reforço de peso na equipa sadina - JORNAL DE DESPORTO

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

COMÉRCIO E INDÚSTRIA»» Meyong é reforço de peso na equipa sadina

 

 

Diz o vice-presidente João Tavira…

 

“SÓ TEMOS PENA DE NESTE MOMENTO NÃO PODERMOS TER PÚBLICO NO NOSSO CAMPO”

 

No jogo de estreia com a camisola alvinegra, o ex-vitoriano e internacional pelos Camarões, fez dois golos e uma assistência

 

 



Aos 40 anos, Meyong continua a fazer aquilo que mais gosta, jogar futebol. Deixou o Vitória Futebol Clube, onde exercia o cargo de treinador-adjunto, mas continua ligado ao futebol e à cidade de Setúbal.



Um convite do amigo João Tavira, vice-presidente do Comércio Indústria, levou-o a calçar outra vez as chuteiras para as voltar a utilizar como jogador na centenária colectividade setubalense, que disputa o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

 

A estreia de Meyong com a camisola do Comércio Indústria aconteceu no jogo com o Alcochetense e o que se pode dizer é que não podia ter corrido melhor porque marcou dois golos e fez uma assistência.

 

Muita gente interroga, como foi possível Meyong ingressar no Comércio Indústria, como jogador. A resposta é dada por João Tavira, na conversa que manteve connosco.    

 

“A vinda do Meyong para o Comércio Indústria tem a ver simplesmente com uma grande amizade, porque somos efectivamente grandes amigos. Inicialmente não queria, mas quando lhe disse que era para ajudar o clube e para me ajudar a mim neste projecto, acabou por ser fácil convencê-lo”, começou por dizer o vice-presidente do Comércio Indústria que está encantado com a presença do “craque” na Bela Vista.

 

O Meyong não gosta muito de aparecer, é uma pessoa que prefere passar despercebida mas nos últimos dias tem sido contactado por vários órgãos de comunicação social que pretendem fazer trabalhos com ele. João Tavira diz que Meyong está surpreendido com tanto mediatismo. “Disse-me que quando deixou de jogar no Vitória participou em alguns torneios em Angola onde foi considerado o melhor jogador e o melhor marcador e nunca teve tanta gente a querer fazer entrevistas, como está a acontecer agora”. 

  

 

 

A estreia com a camisola alvinegra foi simplesmente fantástica e o dirigente do clube não se cansa de enaltecer a forma como o “veterano jogador” se envolve no trabalho.

 

É óbvio que já não faz as coisas tão bem como fazia mas tem o cheiro do golo e sabe jogar, é uma mais-valia. Os miúdos que temos na equipa andam todos muito satisfeitos. Quando ele apareceu perguntavam quem era aquele cota mas quando lhes foi dito quem era ficaram encantados. O Meyong é diferente de todos,

por isso é que foi profissional e chegou onde chegou. Como já referi, a nossa equipa é muito jovem e para eles é muito importante ter uma pessoa com a experiência do Meyong. Até eu estou espantado com a vontade que tem, não falta a um treino e está sempre a tempo e horas, quer faça sol ou chuva”.

 


“Para o Comércio Indústria é muito bom termos o Meyong connosco. Só temos pena de neste momento não podermos ter público no nosso campo. A nível de receitas seria com toda a certeza muito bom para nós”, realçou João Tavira.

 

Com um jogador desta qualidade as expectativas dos associados aumentam no que respeitam às ambições da equipa para esta época mas o dirigente sadino mostra-se algo cauteloso.


“O nosso objectivo neste momento é ganhar jogo a jogo. Mas, como é evidente, também temos as nossas ambições. Seria bom para o Comércio Indústria andar noutra divisão mas não vivemos obcecados por isso”.


 

Sobre o modelo competitivo adoptado esta época, João Tavira é da opinião que “jogar um campeonato a uma só volta não é uma solução muito boa para as equipas, porque ninguém pode falhar e a margem de manobra é muito escassa. O mais pequeno erro pode ser a morte do artista. Temos que levar a competição muito a sério, só assim podemos ser melhores que os outros”.

 

 

Meyong nasceu nos Camarões, onde começou a jogar futebol. Fez uma época em Itália e veio para Portugal com destino ao V. Setúbal na época de 1999/2000, seis épocas depois ingressou no Belenenses, foi para Espanha, esteve em Braga, regressou ao Vitória, rumou a Angola onde representou o Kabuscorp durante três temporadas e voltou a Setúbal fazendo mais duas épocas como jogador e depois promovido a treinador-adjunto. Na época de 2005/2006 foi o melhor marcador do campeonato nacional quando representava o Belenenses e em Angola foi também por três vezes o melhor marcador do Girabola. Foi internacional pelo seu país e participou nos Jogos Olímpicos de Sidney no ano 2000.

       

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