1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» ALCOCHETENSE 3 ALFARIM 1

Domínio repartido

BRINDE DOS ALFARINHEIROS “MATOU” A PARTIDA...

Excelente partida de futebol a que foi vivida na tarde de domingo em Alcochete. Com o domínio do encontro repartido nas duas partes. Uns primeiros quarentas e cinco minutos de domínio total da equipa do Alcochetense, onde em três ocasiões soberanas de golo concretizou duas. E, um segundo tempo de reacção do Alfarim, período em que a equipa da casa fruto da experiência dos seus jogadores controlou o ímpeto atacante do adversário, aproveitando para “matar” a partida, num “brinde” da defesa do Alfarim, guarda-redes incluído.

Mas a estória do jogo começa aos vinte minutos com o golo de Piqueira aproveitando uma defesa incompleta de Sérgio Mata a remate de Zé Pedro. Mais que justo este golo para o capitão alcochetano que, desde o início do jogo e até á sua substituição (54’) por lesão, era o melhor elemento em campo (grande partida estava a fazer o jovem jogador verde e branco). O domínio da equipa da casa era uma evidência, e só aos quarenta minutos de jogo o Alfarim se acercou da baliza de Marco Nunes, através de um pontapé de canto. Um minuto antes, Ricardinho mais rápido que os defesas adversários, surgiu isolado na frente de Sérgio, mas atirou o esférico para as mãos do número um do Alfarim. O segundo golo vai surgir aos 41’, numa jogada iniciada por Zé Pedro, e finalizada por este, após o esférico ter passado em triangulações por mais três jogadores (Tiago Feiteira, Portela e Ricardinho) naquela que foi a melhor jogada de todo o encontro.

O intervalo chegou com a vantagem de dois golos para a equipa da casa.

No segundo tempo assistiu-se a uma reacção do Alfarim com o Alcochetense mais recuado a dar a iniciativa do jogo ao adversário para surprender em contra-ataques rápidos. Com o Alfarim perto do golo, que só não surgiu nesta altura porque Cunha (aos 63’) salva “in extremis” aquele que seria o primeiro tento da equipa adversária. Na resposta, o Alcochetense vai chegar ao terceiro golo e sentenciar a partida. Desatenção entre o guarda-redes Sérgio Mata e Paulo Vítor com Ricardinho a aproveitar o “brinde”, a isolar-se e, calmamente, apontar o golo para desespero de José Carlos que via a sua equipa entregar os três pontos ao adversário, não valendo de nada o golo apontado por Bolacha (71’) de livre frontal, através de uma excelente execução, sem hipótese para Marco Nunes.

Daqui até final do encontro, nota ainda para um excelente apontamento de Pedro Batista aos 79’ que foi passando pelos adversários que lhe surgiram na frente, acabando por falhar na finalização.

Vitória justa da equipa mais madura, que foi quase cem por cento concretizadora nas oportunidades que criou, perante um adversário que reagiu só no segundo tempo, quando estava com dois golos de desvantagem e viu a situação agravar-se com o “brinde” dos seus homens, que sentenciou praticamente a partida.

Bom trabalho do trio de arbitragem tanto no capítulo técnico como no disciplinar. Sem situações complicadas para resolver, também não as criou. Mostrou o único cartão (amarelo) ao minuto noventa e um a um jogador do Alfarim, por palavras. Sempre em cima dos lances, deixou jogar, só parando o jogo quando tal era necessário.

PAIS CORREIA



REPORTAGEM


PIQUEIRA, capitão do Alcochetense:

“A equipa está confiante que poderá chegar ao primeiro lugar”

A equipa esteve bem, principalmente no primeiro tempo. Na segunda parte o Alfarim teve momentos em que esteve por cima do jogo, o que é natural porque nós recuámos e eles em desvantagem tentaram vir para cima de nós. De qualquer forma, a equipa nunca se desuniu e bateu-se bem. O golo do adversário só apareceu numa bola parada em que o Marco não teve hipótese, num livre bem apontado pelo melhor jogador deles. Agora, vamos ter mais três jogos em casa e a teremos de conquistar todos esses pontos em disputa, que nos poderá levar ao primeiro lugar.”



JOSÉ CARLOS, treinador do Alfarim:

“Fomos infelizes porque o Alcochetense
nas duas primeiras oportunidades fez dois golos”

Tínhamos o jogo estudado. Dentro dos objectivos que trazíamos para o encontro, que era fechar os caminhos para a baliza, fomos infelizes porque o Alcochetense nas duas primeiras oportunidades fez dois golos. Na segunda parte tentámos dar a volta ao resultado e o domínio do jogo foi quase todo nosso. Tivemos oportunidade para fazer golo mas falhámos na finalização e acabámos por oferecer o terceiro golo ao adversário. Quando fizemos o 3-1 já era tarde. Mas os jogadores estão de parabéns porque tiveram uma grande atitude e nunca desistiram até ao final. Penso que o resultado é um pouco dilatado. O Alcochetense merece o resultado porque aproveitou as ocasiões e nós não o conseguimos”.


FICHA DO JOGO

Jogo no Campo António Almeida Correia “Foni”, em Alcochete
ÁRBITRO: Paulo Rodrigues (Núcleo do Barreiro)

ALCOCHETENSE: Marco Nunes; Pedro Batista, Piqueira (Marco Véstia, 54’) Venâncio, Alex Serafim; Ricardinho (Djão, 73’), Zé Pedro, Portela; Tiago Feiteira, Cunha e Queijinho (Óscar, 70’).
Suplentes não utilizados: Hugo Pinto, Gil Costa, Peter Caraballo e Tiago Carvalho
TREINADOR: Joaquim Serafim (Quim)

ALFARIM: Sérgio Mata; Tiago Veríssimo (João António, 28’), Tiago Dias, António Pires, Elson; Bernardo, Bruno Correia (Rão, 45’), Bolacha; João Pinhal, Jinelson (Brito, 70’) e Paulo Vítor.
Suplentes não utilizados: Dani, Ivo, Guilherme e Diogo Mata
TREINADOR: José Carlos Oliveira

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: 1-0, Piqueira (20’); 2-0, Zé Pedro (41’); 3-0, Ricardinho (71’); 3-1, Bolacha (77’).
Disciplina: cartão amarelo para Bernardo (90+1’)
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