HUGO MIRA»» Quer voltar a treinar no distrito de Setúbal

Esteve duas épocas no GD Cabrela, no concelho de Montemor…

LIGAÇÃO AO CLUBE TERMINA COM A SUBIDA À PRINCIPAL DIVISÃO DA AF ÉVORA

Depois de ter passado pelo Lagameças na qualidade de treinador, Hugo Mira esteve duas épocas no Grupo Desportivo da Casa do Povo de Cabrela, equipa do concelho de Montemor-o-Novo, que acaba de garantir a subida ao principal escalão do futebol eborense, mas não vai continuar no clube. 

Em entrevista ao nosso jornal, Hugo Mira fala da sua experiência no clube alentejano e daquilo que pretende para o futuro.

- Esteve duas épocas no GD Cabrela. Como correu esta passagem pelo clube?
Foram duas épocas completamente diferentes. Na primeira, entrei no clube a uma semana do início do campeonato; ou seja, não houve tempo para preparar o grupo ao gosto da equipa técnica e acabámos por descer de divisão, num campeonato onde havia e há equipas com grande orçamento e equipas históricas no futebol nacional. A segunda época já foi completamente diferente. Preparámos a equipa ao nosso gosto e conseguimos a subida de divisão ao principal escalão de futebol distrital de Évora, dando oportunidade a jogadores muito jovens e talentosos de se mostrarem e no fim saímos todos a ganhar. Assim, após duas épocas de muito sacrifício, podemos dizer que chegou ao fim a nossa ligação ao GD Cabrela.


- Porque está de saída?
Por vários motivos. Primeiro, pelo desgaste das viagens, pois muitos de nós somos de Setúbal e fazemos muitos quilómetros cada vez que treinamos e jogamos. Depois, por querermos [equipa técnica] fazer as nossas formações (curso de treinador) e como somos de Setúbal era impensável estarmos todos os dias da semana ocupados e a treinar longe de casa. E, por fim porque o nosso trabalho em Cabrela foi feito. Entrámos para que a equipa não ficasse sem jogar no primeiro ano e no segundo deixámos o Cabrela na divisão onde a encontrámos, esse era um dos nossos objectivos.


- Já tem algo em vista para a nova temporada?
Não há nada em vista. O que queremos é trabalhar perto de casa no distrito de Setúbal. Mas não estamos muito preocupados com isso, o que aparecer será analisado, logo veremos o que fazer. Aproveito para deixar um agradecimento especial a toda a direcção do GD Cabrela pela forma como nos receberam e nos apoiaram durante o tempo que lá estivemos, é um clube que levamos no coração, deixámos muitos amigos naquela terra. Por fim deixo também uma palavra de apreço para o Marco Pires e Hélio Marques que integraram comigo a equipa técnica.


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