ALFARIM»» Élio Santos voltou a fazer o que mais gosta - JORNAL DE DESPORTO

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7 de fevereiro de 2020

ALFARIM»» Élio Santos voltou a fazer o que mais gosta

Nas últimas cinco jornadas subiu do 14.º para o 7.º lugar…


“SERIA FANTÁSTICO PARA ESTES JOVENS SE CONSEGUISSEM FICAR ENTRE OS SEIS PRIMEIROS”


O treinador diz que o que o fez aceitar a proposta foi a simplicidade e a humildade das pessoas, considera o projecto desafiante e mostra-se satisfeito com o desempenho da equipa, que é muito jovem.



O Grupo Desportivo de Alfarim, sob o comando de Élio Santos, tem vindo a fazer uma recuperação sensacional em termos de tabela classificativa. Nos cinco jogos efectuados a equipa obteve três vitórias, duas delas na Moita e Barreiro e a outra em casa com o C. Piedade “B”, e dois empates consecutivos, em Palmela e em Alfarim com o U. Santiago. Em quinze pontos possíveis conquistou onze e, em consequência disso, subiu do 14.º ao 7.º lugar.


Devido ao bom momento que a equipa atravessa e ao excelente trabalho realizado impunha-se falar neste momento com Élio Santos, um dos treinadores mais conceituados da região que, ao contrário do que é habitual, abraçou desta vez o projecto de uma equipa que se encontrava no fundo da tabela. 




“Eu sei que a minha vinda para o Alfarim tem provocado alguma confusão a muito boa gente porque as pessoas pensam que eu só aceito projectos para subir de divisão, mas não é bem assim. O que me fez aceitar esta proposta foi a simplicidade e a humildade das pessoas e a sua sinceridade. Gosto de estar aqui porque temos um bom campo, boas condições de trabalho e muita gente envolvida a tentar ajudar o clube. Sabia que ia ter uma equipa curtinha mas é um projecto desafiante e estou a sentir-me bem. O trabalho de coordenação que fiz no Amora foi interessante mas aquilo que fazia não tinha nada a ver com a minha imagem e com aquilo que gosto. Este ano voltei a treinar, de início as coisas não correram bem mas agora em Alfarim voltei a ter vontade de treinar e isso para mim é muito importante”, começou por dizer Élio Santos.  


O treinador está bastante satisfeito com o desempenho da equipa mas ao mesmo tempo chama a atenção para alguns pormenores que precisam ser superados para continuar a ter sucesso.
“É verdade que temos três vitórias e dois empates e que ainda não perdemos mas nos dois últimos jogos tivemos alguns impedimentos que nos condicionaram. Basta faltar um ou dois jogadores que a equipa acusa logo porque quem entra não tem as mesmas rotinas de jogo. Contra o U. Santiago podíamos ter feito melhor e o empate acaba por ser justo por aquilo que o adversário fez, estivemos em desvantagem e tivemos que meter um central a ponta-de-lança para chegarmos ao empate que só aconteceu aos 90 + 3”.


Capacidade para ir mais além

O campeonato chegou agora ao fim da primeira volta, por isso interrogámos Élio Santos sobre as perspectivas para a segunda metade do campeonato.    
“Acho que estes jogadores têm capacidade para chegar um pouco mais além. Terminámos a primeira volta em oitavo lugar e estamos a três pontos do sétimo. Penso que o campeonato vai ser decidido por quatro ou cinco equipas, Oriental Dragon, Barreirense, Alcochetense, Comércio Indústria e até mesmo o Sesimbra, onde o Pedro Amora está a fazer um excelente de trabalho. Nós gostávamos muito de desafiar estas cinco equipas e juntarmo-nos a elas para tentar terminar em quinto lugar. Se o Alfarim conseguisse ficar entre os cinco ou seis primeiros, seria fantástico para estes jovens”. E, falando com mais pormenor sobre o plantel, Élio Santos, adiantou:


“Tenho dois guarda-redes com 20 anos, seis defesas com uma média de idades entre os 18 e os 19 anos, na frente o André Pinto com 26 e o Rafa com 24 que são um pouco mais maduros mas no fundo pode-se dizer que temos uma equipa de sub-23. Depois, temos alguns jogadores lesionados, o Paulo Vítor que deverá regressar em breve, o Mantorras que foi operado e há muito tempo que não joga, o Alex, um miúdo de grande qualidade que também foi operado ao maxilar depois de se ter lesionado ao serviço da selecção distrital. Ou seja, para além de um plantel curto temos também alguns condicionalismos por lesão que quando regressarem poderão acrescentar mais valor a esta equipa de meninos que têm qualidade e competência mas são muito inexperientes. Portanto, espero que a segunda volta corra um pouco melhor que a primeira. Sabemos que não vai ser fácil mas vamos trabalhar para tentar fazer o melhor possível”.

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