JUNIORES»» “O Sindicato” está a causar sensação no campeonato

Apesar das dificuldades sentidas…

É o actual terceiro classificado na segunda divisão distrital

Gonçalo Paulino é o treinador da equipa
Os juniores do Grupo Desportivo Recreativo “O Sindicato”, estão a ter um início de campeonato deveras interessante. Ao fim da quarta jornada realizada, mas apenas com três jogos efectuados, o clube encontra-se num excelente terceiro lugar com sete pontos, menos três que o Ginásio de Corroios que é o segundo classificado e menos cinco pontos que o Paio Pires que é o líder isolado da competição.

Treinada pelo setubalense Gonçalo Paulino, de 31 anos, licenciado em Motricidade Humana, Mestrando em Treino de Alto Rendimento - e passagens pelo Barreirense como adjunto nos juniores, estagiário nos juvenis do V. Setúbal e adjunto nos juvenis do Sindicato na época passada - a equipa, que no próximo sábado recebe o segundo classificado [Ginásio de Corroios] é uma das três que ainda não conheceu o sabor amargo a derrota.

Neste sentido, e porque se trata de um feito notável de um clube que se dedica apenas à prática do futebol de formação, convidámos o técnico para falar sobre a forma como está a decorrer o trabalho no Campo da Cova que já esteve para ser relvado mas continua a ser pelado.


“O terceiro lugar não nos faz entrar em euforia
mas acaba por ser motivante para o que aí vem”


- O Sindicato, apesar de ter um jogo a menos que os seus principais adversários, encontra-se actualmente em terceiro lugar no campeonato distrital de juniores da 2.ª divisão. Quais são os objectivos para esta época?
O G.D.R. “O Sindicato” é um clube humilde e de recursos estreitos, como tal a definição de objetivos para a época foi muito simples. O Objectivo principal passa por fazer um campeonato digno, disputando cada jogo no limite das nossas capacidades, de forma leal e no domínio das nossas emoções. O 3.º lugar actual, com menos um jogo, não nos faz entrar em euforias mas acaba por ser motivante para o que aí vem.

- Está satisfeito com o rendimento dos jogadores ou espera que eles possam vir a ter um desempenho ainda melhor à medida que o campeonato for avançando?
Sim a satisfação com o rendimento dos jogadores é total, eles têm sido inexcedíveis principalmente se tivermos em conta todas as contrariedades com que nos deparámos neste começo de campeonato. Posso dizer que iniciámos o campeonato numa situação limite com apenas 14 jogadores disponíveis para competir, inclusive num jogo tivemos que recorrer a um guarda-redes para que actuasse como “jogador de campo”. Apesar de este e outros episódios menos felizes, o grupo tem dado a resposta certa nos treinos e nos jogos, com aplicação máxima, crença e um espirito coletivo que em muito se assemelha a uma família. Se conseguirmos manter este desígnio certamente o nosso rendimento será potenciado.

- Qual a análise que faz a este início de campeonato. Já dá para ver quais são os principais favoritos?
Fazer uma análise à 4ª Jornada é sempre prematuro, ainda assim penso que os números apresentados no campeonato pelo Paio Pires e Ginásio de Corroios podem traduzir algum favoritismo para as respectivas equipas.


“As condições de trabalho no Campo da Cova estão longe de ser as melhores”

- Quais são as condições de trabalho no Campo da Cova. Sabemos que estava prometida a colocação de um sintético mas isso ainda não se concretizou e segundo consta também tiveram recentemente problemas com a iluminação?
As condições de trabalho no Campo da Cova, estão longe de ser as melhores. Relativamente ao piso, treinamos num “pelado” que nos condiciona em muito toda a metodologia e planeamento de treino, sempre que chove o campo fica impraticável obrigando-nos a cancelar o treino, ou a alterações profundas no planeamento do mesmo, de modo a evitar lesões aos atletas. Relativamente à iluminação, dizer que devido a um furto aos cabos dos nossos holofotes, estivemos a treinar 3 meses com apenas 50% da iluminação do nosso campo. Foram imensas as solicitações à CM Setúbal para que solucionasse o problema, mas tivemos de esperar 3 meses para que o mesmo fosse sanado. A espera resultou num grande desgaste emocional para o grupo, principalmente para a equipa técnica pois sentíamos que os princípios elementares de segurança no que diz respeito à integridade física dos miúdos não estavam assegurados. Da nossa parte, fomos tentando atenuar a situação recorrendo às zonas do campo mais iluminadas para a realização dos exercícios ainda que para isso estivéssemos obrigados a descontextualizar o processo de treino.

- Que terá ficado ainda por dizer nesta nossa pequena conversa?
Creio que foram abordados os principais temas da atualidade dos Juniores do GDR “O Sindicato”. Resta-me agradecer a oportunidade e desejar as maiores felicidades a si e ao Jornal de Desporto.
Share on Google Plus