AF SETÚBAL»» Pormenores sobre a preparação da nova época - JORNAL DE DESPORTO

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

AF SETÚBAL»» Pormenores sobre a preparação da nova época

 

Da reunião do dia 16 de Outubro, poderá sair luz verde…

 

NA MELHOR DAS HIPÓTESES CAMPEONATOS DISTRITAIS DE SENIORES SÓ DEVERÃO COMEÇAR EM NOVEMBRO

 


José Manuel Santos, presidente do Charneca de Caparica, revela pormenores sobre o que está a ser preparado. Disputa dos campeonatos a uma só volta começa a ganhar forma

 

 


O futebol distrital está a passar por uma fase de muitas dúvidas e incertezas sobre a nova época desportiva que, na melhor das hipóteses, só deverá começar em meados de Novembro.


Os clubes reunidos recentemente com a AF Setúbal agendaram uma nova reunião para o dia 16 de Outubro onde, em princípio, será avançada a data para o início dos campeonatos, se houver condições para isso. Em discussão vai estar também a possibilidade dos campeonatos se disputarem a uma só volta.


Estas informações foram avançadas ao nosso jornal pelo presidente do Charneca de Caparica Futebol Clube, José Manuel Santos, que abordou também a ausência do seu clube no Campeonato Nacional de Futebol de Praia e as eleições da AF Setúbal que, em sua opinião, deveriam ser adiadas.

 

   

Como presidente do Charneca de Caparica, que tem a dizer sobre a actual situação do futebol distrital e as dúvidas que existem em relação ao início das competições?

A situação em que o País se encontra, e em particular o nosso Distrito, é deveras preocupante e, em tudo o que fizermos terá de ser sempre salvaguardada a saúde dos nossos atletas, familiares e adversários. Nestes tempos tão complicados, a sensibilidade e a boa-fé que se quer aplicar à realização das provas desportivas, também deve ser aplicada aos clubes, porque são eles, em última instância, o baluarte do futebol distrital e regional, assim com a verdadeira base estrutural das Associações Distritais de Futebol.


Relativamente ao inicio dos Campeonatos Distritais de Seniores da 1.ª e 2.ª Divisão, que já estiveram agendados 13 de Setembro, depois a 4 de Outubro, ficou agora decidido, pelos clubes em conjunto com a AFS, efectuar uma reunião que está agendada para 16 de Outubro, para decidir ou não o seu inicio, consoante a situação que se viver na altura. Sabemos que existem clubes cujas instalações são municipais e que os municípios não autorizam treinos ou jogos, dai os adiamentos constantes da competição. Isto acontece principalmente com as equipas do Alentejo, com as quais estamos solidários, hoje por eles amanhã por nós.


Da proposta apresenta pela AFS, a anulação da "Taça AF Setúbal" liberta algum tempo disponível para a realização de jogos de campeonato, ideia com a qual concordo, uma vez que não acarreta qualquer prejuízo ou benefício para as equipas que fariam parte desta prova.


 

Já a ideia de realizar um campeonato a uma só volta levanta questões de equidade, igualdade e justiça, não sendo por isso mesmo a solução ideal. Contudo, porque este é um tempo de excepção, não existem "soluções ideais". Por isso, defendo a definição de regras de subida e descida mais "flexíveis" e "protectoras" dos clubes com menos capacidade financeira.  Não é aceitável, nem de bom senso, defender um campeonato a uma só volta porque vivemos tempos de dificuldade e ao mesmo tempo sujeitar as equipas mais "frágeis" da 1.ª divisão a poderem descer em bloco, consoante os resultados daquelas que estão no Campeonato Nacional de Seniores. Assim sendo, concordo que a competição se realize a uma só volta, caso esta preveja, por exemplo, a descida de apenas uma equipa. Permitia-se a subida ao CNS do campeão distrital e a subida de duas equipas da 2.ª Divisão Distrital. Portanto sou apologista de se criar um regulamento excepcional para um campeonato excepcional.

 

Compreendo a necessidade de adaptar a prova a uma só volta, mas reitero igualmente que não é aceitável, que uma prova destas características, tenha as mesmas regras de uma prova com 30 jogos, onde todos se defrontam mutuamente em condições de igualdade e justiça. É uma questão de lógica, razoabilidade, bom senso e altruísmo. Para tal, é necessário harmonia e bom senso entre os clubes, a AF Setúbal e FPF.  

 

Sabemos que existem clubes em situação muito debilitada, com dificuldades em continuar a sua actividade. Como tal, é imperativo o recomeço das provas de formação, mas com o cumprimento das regras impostas pela DGS. Claro que, para isso, compete a cada um dos clubes apresentar o seu plano de contingência dentro das suas capacidades e condições. Segundo informação obtida, a DGS vai pronunciar-se sobre os escalões de formação entre 10 e 15 de Outubro, o que é perfeitamente compreensível porque já pode fazer o rescaldo do início das aulas.

 

Como tem vivido o Charneca de Caparica com esta situação causada pela pandemia?

É de facto desagradável esta situação, mas temos de saber lidar com ela. Como é do conhecimento geral houve um caso positivo de Covid fora do clube, mas o atleta em questão esteve presente num jogo que nos obrigou a cancelar treinos de seniores durante 15 dias. O CCFC fez o seu plano de contingência, que temos vindo a cumprir com muito rigor, quer na formação  (treinos sem contacto) quer nos seniores (treinos livres), seguindo as regras e normas da DGS.


Recentemente foram feitos alguns reparos sobre a participação dos clubes do distrito no Campeonato Nacional de Futebol de Praia. Concorda com aquilo que foi dito e com o protesto feito?

O Charneca de Caparica é pioneiro no Campeonato Nacional, de Futebol de Praia, esta foi a primeira vez que não estivemos presentes, pelo motivo que passo a explicar:


Em Abril foi criado pelo Madjer, em nome da FPF, um grupo no WhatsApp do qual também fazemos parte. Após vários diálogos, não conseguíamos obter respostas quanto ao início do campeonato e isso para nós era importante porque grande parte dos jogadores pertenciam ao futebol de 11. Chegámos a Agosto, com a pré-época á porta, sem qualquer indicação e como o Campeonato da 1.ª Divisão Distrital estava agendado para 13 de Setembro, decidimos não participar na competição, até porque não havia autorização da Policia Marítima para efectuar jogos ou treinos tanto em Sesimbra como em Setúbal, mas apenas em Chelas. Penso que foi também por isso que os restantes clubes não aderiram. Os clubes da AF Setúbal que participaram já sabiam para o que iam, não podendo imputar culpas a terceiros. Se não houve mais clubes foi porque decidiram não participar. No nosso caso, pensamos que no futuro estaremos de novo na competição.



Para este ano está prevista a realização de eleições para os órgãos sociais da AF Setúbal que tudo indica irão contar com a participação de duas listas. Considera benéfica para os clubes, esta concorrência?

Concorrência é sempre benéfica em todos os aspectos, agora depende dos objectivos de cada um. Acho que este ano nem deveria haver eleições, deveriam ser adiadas para a próxima época. Todos sabemos que a actual direcção tem feito um esforço extraordinário num momento complicado e com decisões importantes a tomar. Neste sentido, entendemos não ser esta a altura certa para eleições devido à fragilidade que os clubes e a própria Associação atravessam, mas sabemos que existem movimentos em sentido contrário.


Há algo mais que queira referir?

Quero aqui deixar um abraço solidário a todos os clubes sem excepção. Este é o momento de nos unirmos em prol da nossa sobrevivência, podem contar com o CCFC para qualquer situação, juntos seremos mais fortes.

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