1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» U. Santiago 2 Amora 0

Esteve 22 jogos consecutivos sem perder…

AMORA PERDE INVENCIBILIDADE EM SANTIAGO DO CACÉM

A partir de agora já não há equipas invencíveis no campeonato. O último resistente [Amora] esteve 22 jogos consecutivos sem perder mas o seu reinado acabou com a derrota sofrida no último domingo em Santiago do Cacém, em jogo a contar para a 23.ª jornada do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

Para o Amora não foi só a derrota e a perca da invencibilidade mas também a perca da liderança a favor do Barreirense que embora tenha os mesmos pontos possui melhor goal-average.

Para o U. Santiago, que já havia ganho também ao Amora para a Taça AF Setúbal, a vitória valeu também a subida ao quinto lugar da tabela classificativa com os mesmos pontos do Alfarim que nesta jornada subiu ao 4.º lugar.

A equipa alentejana entrou melhor na partida e adiantou-se no marcador logo aos oito minutos por Ramirez numa altura em que a equipa amorense ainda não tinha assentado o seu jogo. O Amora procurou reagir e o jogo tornou-se mais repartido mas como as coisas não estavam a correr de feição foi feita uma alteração e a equipa melhorou substancialmente a sua produção mas não conseguiu marcar mantendo-se assim a vantagem mínima do U. Santiago.

Na segunda parte o Amora entrou mais forte na tentativa de chegar ao empate e o adversário foi obrigado a jogar com mais cautelas defensivas, espreitando entretanto o contra-ataque. A equipa amorense pressionou bastante mas não conseguiu marcar e o adversário com a sua estratégia já na parte final do encontro conseguiu aumentar para 2-0, consumando-se assim a primeira derrota do até então líder do campeonato.

No final da partida João Direito, treinador do U. Santiago, salientou o facto de a sua equipa ter entrado a jogar de forma diferente daquilo que era habitual, trocando o 3x5x2 pelo 4x3x3 e reconheceu que foi obrigado a recuar na segunda parte para anular a maior avalanche ofensiva do Amora.

Pedro Amora, por sua vez, lamentou a má abordagem ao jogo por parte dos seus jogadores que deram meia hora de avanço e ao mesmo tempo a ineficácia ofensiva da equipa que não conseguiu concretizar nenhuma das oportunidades criadas. O treinador do Amora diz também que a sua equipa perdeu por culpa própria mas se o árbitro tivesse assinalado dois penaltis a seu favor o resultado poderia ter sido diferente.

Na próxima jornada o U. Santiago desloca-se à Charneca de Caparica e o Amora recebe a União Banheirense.      


A OPINIÃO DOS TREINADORES

JOÃO DIREITO, treinador do U. Santiago:

“Entrámos no jogo de forma diferente da que o Amora nos conhecia”

“Foi um jogo bastante competitivo. O U. Santiago recebia o primeiro classificado que tudo iria fazer para manter essa posição mas nós entrámos no jogo muito organizados e de uma forma diferente da que o Amora nos conhecia, em vez do 3x5x2 utilizámos o 4x3x3, distribuindo melhor a equipa no terreno de jogo e aos oito minutos conseguimos chegar ao golo. Depois, o Amora reagiu e o jogo tornou-se mais repartido. Na segunda parte, o Amora alterou a sua estratégia, entrou muito forte e nós sentimos alguma dificuldade em defender mas mesmo nesse período no contra-ataque conseguimos também algumas oportunidades e acabámos por finalizar a última que colocou o resultado final em 2-0. Resumindo, penso que foi um jogo muito competitivo em que nós defendemos bem e o Amora atacou para defender o primeiro lugar. Nós na primeira parte em organização atacante conseguimos marcar mas na segunda tivemos que jogar mais em contenção defensiva saindo em contra-ataque e conseguimos ganhar. Ficámos felizes com a vitória mas vamos continuar o nosso percurso procurando ser competentes até ao fim”.



PEDRO AMORA, treinador do Amora:


“Agora temos que levantar a cabeça e prepararmo-nos para as sete finais”

“Foi um jogo em que entrámos algo adormecidos facto que foi bem aproveitado pela equipa adversária que fez um golo no primeiro remate que faz à baliza. Tinha alertado que o U. Santiago é uma equipa que se sente confortável a jogar em contra-ataque e, que, por isso, tínhamos que entrar bem. A abordagem ao jogo não foi a melhor e quando demos por isso já estávamos a perder e o U. Santiago a jogar como gosta. A partir da meia hora fizemos alterações, as coisas melhoraram bastante e passou a haver apenas um sentido de jogo. Não conseguimos concretizar em golos as oportunidades que criámos essencialmente na segunda parte e acabámos por perder. Por aquilo que fizemos acho que o resultado é penalizador. Espero que seja um abre-olhos para a abordagem aos próximos jogos. Uma equipa que dá meia hora de avanço a uma equipa boa como esta do U. Santiago arrisca-se a sofrer dissabores, como de facto aconteceu. Gostávamos de terminar o campeonato sem perder mas não foi possível, paciência. Não nos damos bem com o U. Santiago que também já nos havia ganho para a taça. A equipa não ganhou por culpa própria mas acho que se o árbitro tivesse assinalado os dois penaltis que existiram a nosso favor o resultado poderia ter sido diferente. Agora temos que levantar a cabeça e prepararmo-nos para as sete finais”.   


FICHA DO JOGO

Jogo no Campo Municipal Miróbriga, em Santiago do Cacém
ÁRBITRO: Ricardo Figueiredo (Núcleo de Setúbal)

U. SANTIAGO: Rafael; Carlos Rosário (Paulo Silva, 80’), Mendão, Fábio, Ivan; João Generoso, Abdul, Ramirez; Celé (Idy, 78’), Daniel Direito e Ruan (Pedro Sousa, 70’).
TREINADOR: João Direito

AMORA: Madureira; Lacão, Balela, Alex, Jandir; Miguel Abreu, Serginho (Pedro Pereira, 65’), Hugo Graça (Paulo Tavares, 30'); Carlitos, Formiga e Nascimento.
TREINADOR: Pedro Amora

Ao intervalo: 1-0


Marcadores: 1-0, Ramirez (8’); 2-0, Daniel Direito (90’).

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